Nossa História
As Ferrovias do desenvolvimento
do norte pioneiro paranaense
1. A história
A expansão da Norte Pioneiro Paranaense
teve início nas décadas de 20 e 30 do século XX. A expansão férrea partiu de
Ourinhos (SP) e avançou em direção ao Norte do Paraná. Em 1932 chegou a Cia.
Ferrovia São Paulo-Paraná trazendo trabalhadores que abririam picadas com a
derrubada da mata em favor das ferrovias que trariam a modernidade e o progresso.
Figura 1 – Mapa do desenvolvimento do norte
paranaense
Fonte: BONDARIK, (2013)
Pelo mapa da Figura 1, o caminho do
desenvolvimento seria no sentido leste para oeste do norte pioneiro paranaense,
iniciando por Cambará, Andirá (antiga Ingá), Bandeirantes, Santa Mariana,
Cornélio Procópio, Congonha, Jataizinho (antiga Jatahy) e demais cidades do
norte paranaense.
Primeiramente a madeira fora extraída em
grande quantidade, depois começaram os loteamentos pela Cia. de Terras Norte do
Paraná (subsidiária
da britânica Paraná Plantations), e em conjunto, as primeiras
colonizações. Por fim, formaram as primeiras lavouras de café.
As Figuras que seguirão ilustram as
estações férreas no norte pioneiro paranaense. Após os anos 1940, houve a
diversificação e intensificação da região, atraindo um contexto populacional
heterogêneo, como imigrantes japoneses, italianos, sírio-libaneses, portugueses,
ingleses e migrantes dos Estados de São Paulo e Minas Gerais que se dedicaram à
agricultura familiar, às extensas lavouras de café e diversas culturas de
subsistência.
Figura 2 – Estação ferroviária de Cambará nos anos
1930
Fonte: CAMBARÁ, (2013)
Figura 3 – Estação ferroviária de Ingá (Andirá) nos
anos 1930
Fonte: INGÁ, (2013)
Figura 4 – Estação ferroviária de Bandeirantes nos
anos 1930
Fonte:
BANDEIRANTES, (2013)
Figura 5 – Estação ferroviária de Santa Mariana nos
anos 1940
Fonte:
SANTA MARIANA, (2013)
Figura 6 – Estação ferroviária de Cornélio Procópio
nos anos 1930
Fonte: CORNÉLIO PROCÓPIO, (2013)
A Figura 6 é uma foto muito marcante
na cidade de Cornélio Procópio, sendo estampado constantemente na mídia, nos
painéis dos supermercados e no salão de festas do município (Centro de Eventos).
Complementa-se com a Figura 7 com o volume de migrantes que se serviam do
importante meio de transporte.
Figura 7 – Embarque e desembarque da estação
ferroviária de
Cornélio
Procópio em 1935
Fonte: CORNÉLIO PROCÓPIO,
(2013)
A Figura 8 mostra a Estação de
Congonhas (distrito de Cornélio Procópio) por onde iniciou a colonização.
Figura 8 – Estação ferroviária de Congonhas nos anos
1930
Fonte: CONGONHAS, (2013)
Figura 9 – Estação ferroviária de Pirianito (Uraí)
nos anos 1930
Fonte:
PIRIANITO, (2013)
Figura 10 – Estação ferroviária de Jatahy
(Jataizinho) nos anos 1930
Fonte: JATAHY, (2013)
2. As mudanças
As estações de trem nos início dos anos 30
do século XX são na verdade as inversões dos investimentos ingleses no Brasil.
A Companhia de
Terras Norte do Paraná (CTNP), subsidiária da Paraná Plantations Syndicate
Limited comprou em 1928 quase todas as ações da ferrovia São Paulo – Paraná. Pelo
Decreto Estadual n.º 450 (20/abril/1928) a Companhia teria a concessão para
construção da estrada de ferro e o privilégio de explorá-la por 90 anos. Em
função dos prejuízos da Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra coloca a venda
seus empreendimentos no exterior e em 1942, a Companhia de Terras Norte do
Paraná e a Companhia Ferroviária São Paulo – Paraná são vendidas para
empresários brasileiros (IBIPORÃ, 2013).
Dos anos 1940 até os anos 1960, a
ferrovias e as estações eram o símbolo do progresso brasileiro, e em especial,
do norte pioneiro paranaense. Paralelamente, aos poucos as malhas rodoviárias e
consequentes rodoviárias foram se expandindo e competindo e suprimindo as
estações.
Na década de 1990 a Rede Ferroviária
Federal Sociedade Anônima (RFFSA) foi privatizada, através do Plano Nacional de
Desestatização (PND), Lei n.º 8.031/12/04/1990, as estações ferroviárias
passaram a ser desativadas, abandonadas e lastimavelmente culminaram em estado
de ruína e abandono.
Alguns municípios dotaram de tais
patrimônios como sítios históricos das comunidades, restaurando, apropriando e
resguardando para as futuras gerações, pois afinal, história é memória. Outros
utilizaram as instalações como espaço cultural e seus símbolos foram alocados
em museu.
Para conhecer um pouco mais sobre a
história das ferrovias (estação ferroviária dos Estados de São Paulo, Minas
Gerais, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do
Sul), visite o site http://www.estacoesferroviarias.com.br/.
3. Referências
BANDEIRANTES.
Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/cambara.htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
BONDARIK,
R. Disponível em: <http://robertobondarik.blogspot.com.br/>. Acesso em:
10 mar 2013.
CAMBARÁ.
Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/cambara .htm).
Acesso em: 10 mar 2013.
CONGONHAS.
Disponível em: < http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/fotos/congonhas.jpg>.
Acesso em: 10 mar 2013.
CORNÉLIO
PROCÓPIO. Disponível em <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/cornprocopio.htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
IBIPORÃ.
Disponível em: <http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/
conteudo/conteudo.php?conteudo=111>. Acesso em: 10 mar 2013.
INGÁ.
Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/andira.htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
JATAHY.
Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/jataizinho .htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
PIRIANITO,
Disponível em: <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/urai. htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
SANTA
MARIANA. Disponível em <http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-spp/stamariana.htm>.
Acesso em: 10 mar 2013.
Ricardo Dalla Costa (UENP-CCP)
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